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With a Child's Heart



"With a Child's Heart" é uma canção do cantor Stevie Wonder, de seu álbum Up Tight. A canção foi lançada como lado b do single "Nothing's Too Good for My Baby".
A canção foi interpretada pelo cantor Michael Jackson e lançada como o primeiro single de seu álbum Music & Me (1973). A canção alcançou a posição #50 na Billboard Pop Singles, #14 sobre o US R&B chart e #23 adult contemporary chart. Quase todas as prensagens do disco do Michael Jackson só tinha uma faixa chamada "Morning Glow", a nona faixa do álbum originalmente escrita pelo compositor Stephen Schwartz. Em uma entrevista de 2003 com Martin Bashir, Jackson admitiu que já não se lembrava de ter gravado a canção, e não lembrar de nenhuma das letras.

One More Chance: O Sonho Que Virou Pesadelo




No verão de 2003, Michael Jackson e sua equipe começavam a trabalhar no RETORNO. Com reuniões em Neverland, iniciava-se o planejamento de tudo o que conteria nesse retorno, que levaria Michael à novas áreas, e serviria para limpar a imagem, especialmente “danificada” depois do documentário de Bashir. Seus problemas com a Sony tampouco ajudavam. Logo depois dos documentários, um que serviria para desmentir o de Bashir e outro que incluia gravações caseiras, ele conduziu uma apresentação nos prêmios BET em junho de 2003, para entregar um prêmio ao seu ídolo JAMES BROWN. Isto parecia estar funcionando bem. No momento era melhor ver Michael dar um prêmio a recebe-lo.
O plano de retorno, conhecido como “MJ UNIVERSE PROJECT”, tinha como intenção mostrar Michael como alguém próximo, alguém acessível, após ter passado tantos anos levando um estilo de vida reclusivo.
O primeiro dos passos, seria levar Michael para perto de seus fãs, através de um website. Uma empresa de Vancouver chamada BLAST RADIUS, que cuidava do Layout das páginas, estaria responsável por sua nova página (a que tinha nesse momento, estava aos cuidados da SONY). A nova conteria vídeos interativos e demais coisas, que permitiriam a Michael estar em permanente contato com seus fãs.
O próximo passo, seria abrir o Rancho Neverland, para que todos pudessem experimentar seu mundo e deixar pra trás essa imagem de lugar sinistro, que retratou o documentário de Bashir, e serviria também para gerar ingressos. Também pensava em lançar uma linha de roupa e um parque temático no Japão.
Mas a cereja do bolo, seria o contrato que teriam com uma empresa cinematográfica em Montreal. Para Michael, o cinema sempre foi seu sonho. Em 1993, ia começar a andar por esse caminho e descer das mãos da Sony, mas as primeiras acusações de abuso de menores, o fizeram recuar e voltar à música.
Nos últimos anos, Michael havia participado de pequenos papéis em HOMENS DE PRETO 2 e na comédia de baixo orçamento MISS CASTAWAY. Seu empresário de então, Diete Wiesner, disse que ele não queria voltar a fazer música, ele sentia que já havia feito o melhor que podia, e que estava com dificuldades de superar seu próprio trabalho. Queria atuar, queria dirigir. Queria ser exitoso nesse âmbito também. Mas sabia que seus fãs queriam vê-lo dançar e cantar, e sentia que lhes devia isso. Não queria sair de cena sem fazer grandes shows num só lugar.
Depois de vários meses de negociações, conseguiram comprar uma empresa de animação chamada CINEGROUPE, que Michael planejava transformar numa espécie de “Pixar”. Como boas-vindas, a empresa convidou Michael a ir participando com idéias para um novo projeto chamado Pinóquio 3000. Finalmente aconteceu, mas para isso necessitava se livrar do contrato com a Sony.


O SONHO GANHA FORMA



Em outubro de 2003, Michael Jackson viajou a Las Vegas para iniciar uma série de aparições que faziam parte do plano de retorno. Para fazer sua imagem mais acessível, primeiro assinou alguns autógrafos que foram para a caridade. No sábado 25 de outubro lhe deram a chave da cidade de Las Vegas no Desert Passage Mall e três dias depois, apareceU no RADIO MUSIC AWARDS para o lançamento do single de caridade What More Can i Give.


O VÍDEO DE ONE MORE CHANCE



O mais animador para os fãs de Michael, era que além disso, ele estava em Las Vegas para filmar um vídeo novo, que pertencia a um tema inédito a ser incluido numa coletânea de êxitos que seria lançada no dia 18 de novembro, O vídeo estreiaria dia 26 de novembro, ao final de um especial da CBS. Logo Michael embarcaria numa turnê promocional pela Europa, Àfrica e América do Sul.
Nick Brandt, seria o diretor do vídeo (ele já trabalhou com Michael em Earth Song e Cry)
A gravação seria nos estúdios CMX. O conceito do vídeo seria simples. No vpideo Michael atuaria debaixo do cenário, e o público seria quem ocuparia esse lugar, se bem que não tem correlação com o tema da canção, tem haver com a vida de Michael, que sempre foi invadida pela imprensa.
Na realidade, Michael tinha que fazer uma apresentação por contrato, para a CBS, então, buscou a maneira mais fácil de fazer uma atuação e algo que funcionaria também, como um vídeo. Então a câmera seguiria Michael em todo o momento, para dar a sensação de ser AO VIVO, ao invés de fazer cortes e mostrar cenas diferentes.
Cinco câmeras o seguiam todo o tempo. A produção contava com pouco tempo, e além disso, orçamento apertado. De fato, a equipe só teve um dia se ensaio com Michael. Michael se apresentou nos estúdios, mostrou a Nick como seria a coreografia, e por onde se movimentaria, nas mesas que subiria, para que estivessem bem iluminadas, e isso foi tudo. Foi uma questão de três ou quatro horas. Ainda sim, Michael sabia o que faria, e não era um novato nessa área.
No entanto, seu empresário nesse momento Dieter Wiesner, conta outra história. Diz que Michael não estava satisfeito com o projeto, principalmente por causa do baixo orçamento. Conta que na verdade, a idéia de Michael não estava completamente “concluída”, já que ele queria algo maior. Também relata que quando Michael viu o estúdio, disse que parecia o estúdio de Smooth Criminal. Mas ainda sim, fez o que tinha que fazer.
O sonho de voltar triunfante, logo se tranformou num pesadelo.


FILMANDO ONE MORE CHANCE





Na segunda-feira 17 de novembro, um grupo de figurantes esperavam na sala de espera dos estúdios CMX. Sabiam que estavam ali para gravar um vídeo e nada mais. Somente quando assinaram os papéis contratuais viram que dizia MICHAEL JACKSON – ONE MORE CHANCE – SONY PRODUÇÕES. No entanto, lhe disseram que ele não ia participar. Primeiramente, se usou um dublê de corpo, que ajudou a preparar as câmeras, luzes e posições.
Os figurantes se localizavam no cenário, em filas. A alguns indicaram que ficariam em primeiro plano, olhando supresos e sorrindo. Não foi um trabalho difícil.


A VISITA SURPRESA DE MICHAEL



Horas depois de iniciada a filmagem, Michael aparece pela porta dos fundos. Os figurantes recordam que ele apareceu normalmente, assim de repente, quase despercebido. Logo entre os figurantes começaram os comentários ó Deus, é ele, está aqui, ainda que fosse complicado de ver por causa do ambiente escuro do estúdio, estava óbvio, Michael chegou. Os figurantes contam que sentiram uma vibração especial ao vê-lo, que era impossível não se entusiasmar a isso, sem gritar, sem se emocionar. Os figurantes contam que Michael os deixou expressar tudo o que sentiam, para poder fazer as gravações do vídeo, de forma mais profissional possível.


SUA MANEIRA INIMITÁVEL DE DANÇAR



Michael disparou sua atuação imediatamente, começou a movimentar-se por todo o estúdio, com seus movimentos característicos.
Ninguém estava acreditando no que via. Ainda que foi informado que atuariam agindo surpresos e emocionados, os figurantes contam que de verdade estavam. Todos estavam conscientes de estar diante da presença da estrela mais espetacular de todos os tempos, e ele estava dançando somente a eles, em perfeito estado. Entre cenas, Michael se colocava a conversar com os figurantes.
Lhes perguntava se estavam à vontade, se tinham calor. Enquanto dançava, envolvia-se em si mesmo, mas logo, ao terminar, voltava ser um homem comum. Costumava perguntar aos figurantes se eles gostavam das coreografias, e até fazia piadinhas,
Ainda que, sua natureza tímida, o impedisse de se aproximar completamente. Os figurantes contam que “tinham a ordem” de não olha-lo diretamente nos olhos, por sua timidez.
Logo após fazer 5 ou 6 cenas, Michael foi embora do estúdio. Cumprimentou os figurantes e a toda equipe, e partiu. Michael deveria voltar outro dia para filmar as cenas frontais e os primeiros planos. A intenção era primeiro filmar as cenas com o público, para economizar gastos, e outro dia, trabalhar somente com Michael.
No final do vídeo tinha um simbolismo muito particular: Ele dando as costas para seu público e para o cenário, seria uma forma de mostrar suas intenções de abandonar o mercado da música e ir em busca de uma nova carreira. Além disso, este seria seu último vídeo para SONY MUSIC. Em suma, ele estava querendo dar as costas para sua antiga carreira, para embarcar no que seria sua nova carreira: O CINEMA.




O SONHO SE TRANSFORMA EM UM PESADELOAs 8:30 da manhã do dia seguinte Stuart Backerman e Marc Schaffel discutiam sobre a viagem de Michael à Europa, mas foram interrompidos por um telefonema de Joe Marcus, um dos chefes de segurança de Neverland. A principio o ignoraram, mas depois o telefone de Backerman tocou e lhes disseram que prestassem atenção na televisão. E lá estavam, 70 policiais invadindo o rancho. Nesse momento, sabiam que o sonho se acabava, ao ouvirem Diane Dimond dizer que novas denúncias de abusos se levantavam contra Michael. Michael estava deixando para trás o escânbdalo de Bashir e tudo voltava a desmoronar.


Em Las Vegas, Dieter Wiesner foi quem deu a notícia a Michael. 


"Michael ainda estava em seu quarto", explica Wiesner."Ele estava quieto sentado junto à lareira.Ele estava tranquilo, de muito bom humor, pensando no futuro, superando a depressão que teve por causa de Bashir, Michael estava pronto para novas coisas. Weisner lhe disse: – Michael, há más notícias, mas pode olhar pelo lado positivo: tem policiais invadindo sua casa. Ele me olhou perplexo, se podia ver o sangue correndo por sua face. Mas Michael, agora é sua oportunidade de finalmente lutar para limpar seu nome.


Os membros da equipe de filmagem esperaram pacientes para ver o que iria acontecer. O local das filmagens vazou e estavam rodeados pela imprensa e fãs. Esperaram o dia todo para ver se Michael voltaria, e finalmente Michael avisou que o projeto não iria continuar.


Jackson passou a maior parte desses dois dias chorando, diz DieterWiesner. "Eu estava sentado com ele dia e noite. Ele ficou chocado;.... Ele estava chorando ... ele não sabia o que fazer. Foi uma situação ruim. Nós deveríamos ir para a Europa. Ele estava pronto para seguir em frente na sua vida e tudo havia sido preparado e esta notícia o chocou profundamente. Realmente, o matou. "


Quando Michael soube quem era o menino que o acusava, envolveu-se em tristeza e nojo e foi quando decidiu lutar na justiça.


"Você sabe, quando ficou claro que essa alegação era por causa do Arvizos, então ele começou realmente a lutar contra a situação", diz Wiesner."Michael me disse: “Dieter, você sabe, eles devem trazer este jovem para um lugar grande, convidarão toda a imprensa e ele deve me olhar nos olhos e me dizer que eu fiz isso." Então, ele estava pronto para lutar. "


O fato da alegação vinda dos Arvizos fêz a ruína do “MJ UNIVERSE PROJECT”, é foi mais irritante para Stuart Backerman. "Sneddon não tem nada, exceto a palavra de Janet Arvizo, e ela era totalmente louca", diz Backerman. 


Era incrível, que novamente Sneedon voltava a impedir Michael de cumprir seus sonhos cinematográficos, pois o fez em 1993 e o repetia 10 anos depois.


O ramo do cinema, era o único que escapou de Michael, e era o que ele mais desejava. Sendo One More Chance seu último trabalho com a Sony, Michael sentia que finalmente estava livre para lutar por esse sonho.


"Eu realmente tenho que dizer, ele era um cara muito decidido. Ele sabia exatamente o que queria", lamenta Dieter Wiesner. "Eu acho que se ele tivesse tido tempo e se ninguém tivesse interrompido, ele poderia ter sido muito bem sucedido na segunda parte de sua carreira, com filmes e vídeos de animação. Na minha opinião, ele ainda estaria aqui hoje."


Com o sucesso do filme estabelecido firmemente em sua mira, Jackson iria apenas saltar através dos aros necessário antes que ele pudesse perseguir
esse objetivo com cem por cento de sua atenção e energia. One More Chance,ele pensava, era o arco final. Michael Jackson acreditava que com este vídeo ele teria de volta sua liberdade. É uma das ironias cruéis da vida a próxima vez que seus fãs o vissem, ele seria algemado.

Muito antes de Thriller, Jackson quebrou barreiras raciais



Em 1972 quando o filme 'Ben' estreou e apresentou a voz em falseto do pequeno Michael Jackson aos cinemas, a alegria da América negra era palpável.
Não apenas porque a canção galgara o primeiro lugar nas paradas, mas isso emanava da magia do próprio filme.
E a América Negra, mantida a distância dos filmes importantes da indústria cinematográfica, passou a prestar atenção com um ávido interesse.
Michael conseguiu este feito apenas 18 anos após a queda das leis de segregação racial nos Estados Unidos.
E muitos dos cinemas que exibiram "Ben" haviam sido antes salas de exibição onde os negros não podiam entrar.

Na América urbana a realidade não passava despercebida.
Os Anos 60 já haviam acabado mas a batalha pela igualdade racial que ajudaram a forjar se fazia sentir no ar.
Nos anos 70 grupos de americanos negros de meia idade ainda traziam remanescencias do circuito restrito e do mundo do vaudeville - dois redutos populares onde a apresentação de artistas negros talentosos eram permitidas.

Talvez eles tivessem visto Moms Mabley naquele circuito.
Talvez tivessem visto Redd Foxx em Atlantic City ou até mesmo os Nicholas Brothers - Fayard e Harold - em Baltimore.
Antes que os políticos assumisem um tom mais desafiador e antes da chegada dos ministros negros de discurso empolgante (Gardner Taylor, Adam Clayton Powell Jr., Martin Luther King Jr.), era através da música que a América negra tinha a oferecer a sociedade - quase como uma súplica em busca de alguma aceitação.
Haviam os talentos de Scott Joplin e Louis Armstrong; Duke Ellington e Lena Horne.
E claro, haviam Billie Holiday e Charlie Parker.

Mas ainda assim até então os únicos músicos negros que haviam conseguido participar de trilhas sonoras de filmes de primeira linha eram Quincy Jones e Duke Ellington.

O pequeno Michael chegou num momento onde a América negra estava sedenta de participação na indústria do cinema, onde sua cidadania era definida pela identidade racial nas telas.
Ele tinha apenas 14 anos em 1972 e as muitas mães, tias e irmãs negras dos guetos da nação pareciam querer acolhê-lo carinhosamente em seus colos.
Ele era o irmão caçula, o garoto prodígio, ele era como o prodígio de nossa própria vizinhança.
O inicio dos anos 70 na verdade representaram uma das mais belas épocas na América - com o inicio da integração racial, o aumento das liberdades civis e a voz de Michael Jackson ecoando nos rádios.
O pequeno Michael ao lado do que de mais belo a América negra tinha a oferecer.
Ao longo dos anos ele foi capa das revistas Ebony e Jet.

E mesmo quando sua vida começou a tomar dimensões estranhas, a América negra se recusou a abandoná-lo.
Como se eles soubessem a dor que afligia tantas crianças artistas, fossem elas negras ou brancas.
O pianista e cantor Bobby Short tinha sido uma criança prodígio.
"Um dia quando você está no show business ainda uma criança, um estalo acontece e você começa a notar que o que você faz é importante para um monte de adultos ao seu redor.Você precisa de coragem pois sua infância acabou. Não é uma situação fácil - se você decidir largar tudo você vai magoar muita gente"

Haviam aqueles na América - particularmente na América Negra - que imaginavam ligações entre Sammy Davis Jr - ele mesmo criança prodígio - e Michael Jackson.
Ambos pareciam ser eternamente crianças.
Ambos tiveram participações no musical O mágico de Oz.
"Não existe lugar melhor que nossa casa, não existe lugar melhor que nossa casa"
Quantos caras nas cadeiras de barbeiro falavam de Michael Jackson em seu jatinho particular voando ao redor do planeta? Aquilo era poder econômico!
Quantas mulheres nos salões de cabeleireiro na região centro sul de Los Angeles se perguntavam quem fazia o cabelo dele?

Parecia que ele podia estalar os dedos e fazer algo acontecer, fazer animais brotarem no quintal de casa.
O mago das esquisitices - é verdade - mas na América Negra Michael foi um pioneiro.
Michael era uma criança e concessões eram feitas a crianças.
E claro houve o problema da pele.
Sua pele mudou de uma bela tonalidade negra para um branco alabastro.
Os tablóides acharam bizarro mas esta não foi a reação da América negra.
Claro que houveram os críticos mas de um modo geral houve muito mais compaixão.

"Deixem Michael em paz" se tornou um refrão popular na comunidade negra.
Deixem ele sozinho.
E é claro - ele foi de fato deixado bastante sozinho...
A América negra sempre considerou Michael Jackson um dos seus, com sua voz ecoando acima deles.
Ele estaria sempre num daqueles shows NAACP Image Awards (shows destinados a celebrar o talento dos artistas negros nos EUA) , ao lado das pessoas que o viram crescer.
Ele simplesmente aceitaria as lágrimas de emoção e alegria de jovens e velhos e se alojaria para sempre em seus corações.



Por Wil Haygood.

Michael Influencia Literatura !


A influência de Michael Jackson se esticou para além da cultura pop – o Rei do Pop mudou a forma dos professores ensinarem química, engenharia e psicologia nas aulas.Um novo guia bibliográfico para a literatura acadêmica compilado por dois bibliotecários da Texas TechUniversitymostra que foram encontradas referências de Jackson em psicologia, medicina, química, comunicação de massas e mesmo revistas de engenharia.

Os pesquisadores compilaram uma lista de trabalhos acadêmicos e artigos pré-revisados, selecionados entre mais de 100 bases de dados.
Ainda ”Wanna Be Startin’ Somethin’: MJ na Literatura Acadêmica: Um Guia Bibliográfico Selecionado” apenas tratou superficialmente do material acadêmica relacionado à Jackson, observou os bibliotecários associados da Universidade te Tecnologia do Texas Susan Hidalgo e Rob Weiner.

Eles chamaram a amplitude da influência de Jackson realmente espantosa.
“eu fiquei surpresa com muito do que eu li – eu simplesmente achava que conhecia Michael Jackson,” disse Hidalgo.
Os pesquisadores disseram que eles evitaram obras que consideraram sensacionalistas, dizendo que tal literatura iria contra a propósito da investigação honesta.


Em vez disso, eles se concentraram em artigos pré-revisados ou trabalhos acadêmicos com conteúdo exclusivo de Jackson que poderia lançar uma luz na maneira que as pessoas vêem as celebridades maiores-que-a-vida – incluindo uma das figuras mais controvérsias para a capa de um tablóide.

Por exemplo, os pesquisadores usaram Jackson para criticar a manipulação da mídia sobre casos criminais.

Uma chamada do 911 feita por Jackson propiciou um artigo na revista Fire Engineering, enquanto uma parte da revista British Medical escrita após a morte de Jackson discutiu as questões éticas que surgem quando o paciente é mais poderoso do que o médico.

Um professor de química argumentou que a remodelagem de canções como ‘Billie Jean’ poderia ajudar os estudantes a entenderem os difíceis conceitos de química.
“Eu sabia que Jackson permeava a cultura pop, mas os universitários podem ser meio arrogantes sobre o que escolher para estudar. O fato de alguém pegar uma canção de Michael Jackson e optar por ela como um meio para transmitir os conceitos de química só mostra a abrangência da influência de Jackson,” disse Weiner.

O estudo foi publicado em uma edição especial do The Journal of Pan African Studies.

O Espelho de Pan



Por Daniela Soares

Ele mora na Terra do Nunca, gosta de se divertir como criança, quer voar e recusa-se a crescer. Não, este não é o menino da famosa estória de J. M. Barrie, Peter Pan. Trata-se de Michael Jackson. Por seu modo de vida e de enxergar o mundo, Michael sempre representou uma face pura, infantil e inocente da humanidade, um autêntico Peter Pan da vida real. No entanto, ao se deparar agora com um outro homem por trás do menino, a mente de alguns fãs se encobriu com uma nuvem de dúvida.

Em uma recente entrevista à revista americana Rolling Stone, Lisa Marie Presley, ex-mulher do Rei do Pop, intrigou muitos ao falar sobre ele não como astro e mito, mas como homem. Sim, ao contrário de Peter Pan, ele bebe, fala palavrão, conta piadas e faz sexo. Michael Jackson nem mesmo fala com sua típica voz doce o tempo inteiro.

Os fãs gostam dessa idéia dele ser carnal e imperfeito, mas ao mesmo tempo querem-no como uma personificação daquilo que eles admiram e que não conseguiram guardar: pureza e inocência.

As pessoas querem que Michael seja humano, mas devido a sua eterna auto-analogia com Peter Pan, muitos ficaram confusos e outros até decepcionados com o que contou Lisa Marie. E agora alguns fãs questionam: "Quem é o verdadeiro Michael Jackson?" Não seria, porém, mais adequado perguntar: "Quem é o verdadeiro Peter Pan?"

Por alguma razão, as pessoas pensam que, assim como Michael, Pan é mágico, doce, puro e inocente. De fato, ele é mágico (ele pode voar e conversar com fadas) e naturalmente doce, mas será que inteiramente puro e inocente?

Ora, uma cena fascinante da história, e que você não verá na versão Disney, é quando Wendy, João e Miguel voltam para casa e encontram seu pai dormindo num canil, e Miguel fica desapontado porque "ele não é tão grande quanto o pirata que matei". Sim, ao contrário da versão Disney, o Peter Pan e os Garotos Perdidos de J. M. Berrie usavam suas espadas para matar seus inimigos. Dessa forma, a inocência de Pan era momentaneamente substituída pela violência, para que ele pudesse sobreviver a lutas contra o Capitão Gancho e seus piratas.

Assim como ele, Michael não pode agir inocentemente o tempo todo. No traiçoeiro mundo do showbusiness, a inocência ingênua certamente pode originar fracasso, e Michael é a celebridade de maior sucesso de todos os tempos. Para Peter, omitir sua inocência era uma questão de sobrevivência na Terra do Nunca; para Michael, ter de ser maduro e adulto é uma questão de sobrevivência no showbusiness. Isto não significa, contudo, que eles não tenham pureza e inocência no coração. É apenas uma questão de agir, sentir e pensar diferente a cada ocasião diferente que a vida oferece.

E Peter também teve problemas com garotas. A fada Sininho amava profundamente Peter e odiava Wendy, porque esta queria que ele mudasse alguns de seus comportamentos; que ele fosse mais responsável. Em uma cena da estória, Sininho induz os Garotos Perdidos, que confundiram Wendy com um pássaro, a atirarem contra ela, dizendo que "Peter quer que vocês atirem em Wendy." Assim, ela é flechada no peito e quase morre devido ao forte ciúme da pequena fada. Sininho sentia-se ameaçada pela chegada de uma outra figura feminina.

Wendy queria que Peter fosse um cavalheiro; Peter queria que ela fosse uma mãe, mas ela certamente queria algo mais dele. No final, Pan permitiu que ela e os Garotos Perdidos voltassem para casa sem ele, preferindo ficar na Terra do Nunca brincando com Sininho. Deixar a ilha e ter de viver de acordo com padrões sociais não estava no coração de Peter. Ele queria apenas ser um garotinho para sempre e se divertir. Isto não é familiar? Assim como Pan, Michael seguiu o coração e nunca abriu mão de vivenciar seu desejo de eterna infância, mesmo significando estar fora das normas convencionais.

E esse desejo era também tão forte em Peter, que na ocasião em que ele foi visitar Wendy e percebeu que ela havia crescido, sua dor foi tamanha que ele rompeu em lágrimas. É a cena mais tocante de todo o livro. Então, ao invés de levar Wendy para a Terra do Nunca, Peter levou Jane, sua pequena filha.

Possivelmente Michael também encontrou "Wendies" na vida. Mulheres que ele amava, mas que queriam de alguma forma mudar seu comportamento, deixando-lhe nenhuma outra opção senão a da escolha. A escolha da liberdade.

E liberdade é exatamente o que representa Peter Pan. É estar livre não somente da idade adulta, mas também dos padrões polidos. É estar livre, principalmente, para saber os momentos certos de vivenciar o espírito infantil. Portanto, quando Michael diz que é Peter Pan, não pense que ele está sendo falso e simplesmente vendendo uma imagem de inocência. Ele é de fato Peter Pan de coração, mas muitos simplesmente ainda desconhecem o que Peter Pan realmente representa.